Início Brasil Psicóloga explica limites e benefícios na atração entre opostos em relacionamentos

Psicóloga explica limites e benefícios na atração entre opostos em relacionamentos


Da redação

Casais e pessoas solteiras frequentemente questionam se os opostos realmente se atraem. Segundo a psicóloga Nayara Machado de Almeida, de 36 anos, esse fenômeno é recorrente e decorre da curiosidade, admiração e interesse por características que fogem ao nosso comportamento habitual.

De acordo com Nayara, as diferenças costumam chamar atenção por apresentarem novas formas de viver e interpretar o mundo. Muitas vezes, a pessoa que atrai possui traços que admiramos ou que ainda buscamos desenvolver em nós mesmos, o que favorece uma conexão inicial baseada na valorização dessas características.

A psicóloga explica que, frequentemente, essa ligação acontece porque o outro aparenta acessar “partes que ainda estão em construção dentro de nós”. No entanto, alerta que, embora a atração por opostos possa ser enriquecedora e impulsionar o crescimento pessoal, é necessário cuidado para evitar que a admiração se transforme em dependência emocional e prejudique o equilíbrio da relação.

Segundo Nayara, as diferenças também podem favorecer o amadurecimento do relacionamento, desde que existam respeito e segurança emocional. Essas características permitem ampliar experiências, promover reflexões e estimular o desenvolvimento de novas habilidades no casal.

Conforme destaca a especialista, a flexibilidade e a disposição para compreender o ponto de vista do outro são fundamentais para que diferenças se complementem. Por outro lado, conflitos podem surgir diante de rigidez, dificuldade de diálogo ou tentativas de controle. “A diferença não é o problema. O que determina a qualidade da relação é a forma como o casal lida com ela”, afirma Nayara.

A psicóloga aponta a comunicação assertiva como ferramenta essencial, especialmente entre casais com perfis muito distintos. Para Nayara, limites existem: quando as diferenças envolvem desrespeito, sofrimento recorrente ou incompatibilidade de valores essenciais, pode ser necessária uma reavaliação do relacionamento.