Da redação
As Forças Armadas do Irã ameaçaram nesta terça-feira (16) retaliar Israel após ataques que mataram quatro pessoas no sul do Líbano. O anúncio foi feito apesar do recente acordo firmado entre Teerã e Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio, incluindo o próprio Líbano.
Segundo o comando central das forças iranianas, “se o Exército assassino de crianças do regime sionista não cessar seus atos de agressão no sul do Líbano, deve esperar uma dura resposta das poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã”. O comando afirmou que Israel violou o cessar-fogo no Líbano 84 vezes após o acordo.
O grupo Hezbollah declarou que não acredita que o Irã assinará um acordo nuclear definitivo com os Estados Unidos caso Israel não se retire do Líbano. O ministro iraniano Abbas Araghchi argumentou que a permanência de tropas israelenses no território seria violação do memorando de entendimento entre EUA e Irã.
Conforme autoridades libanesas, as Forças Armadas de Israel continuam presentes em uma faixa no sul do Líbano, ocupada desde março após o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacar Israel. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que as tropas permanecerão no local por tempo indeterminado, apesar da redução nas hostilidades.
A operação militar israelense no sul libanês já causou, segundo dados oficiais do Líbano, mais de 3.820 mortes e o deslocamento de cerca de 1,2 milhão de pessoas desde 28 de fevereiro. Israel não comentou os ataques desta terça-feira, mas afirmou anteriormente ter interceptado foguetes disparados pelo Hezbollah.
Também nesta terça-feira, a televisão estatal iraniana informou que petroleiros iranianos retomaram a navegação em meio ao aparente alívio no bloqueio naval dos EUA. O acordo entre Teerã e Washington prevê ainda uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear, em cerimônia que deverá ocorrer na Suíça, nos próximos dias.





