Da redação
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) sugeriu, em reunião na segunda-feira (15), a doação ou cessão da ponte do Esqueleto à Prefeitura de Limeira, após a morte de uma jovem de 21 anos no local no sábado (13). O município recusou a proposta, alegando falta de interesse público.
O superintendente estadual da SPU, Celso Santos Carvalho, apresentou a alternativa durante encontro com autoridades federais e locais. O prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos), afirmou que o município tem outras prioridades e defendeu o trabalho da Polícia Federal. A estrutura está localizada na divisa com Cordeirópolis.
Apesar do acesso proibido, a ponte é frequentemente usada por praticantes de esportes radicais e ciclistas. Pelo menos três grupos realizam saltos de “rope jump” no local, principalmente nos fins de semana, com atividades anunciadas até setembro. Uma das empresas cobrava R$ 180 por pessoa e detalhava procedimentos de segurança nas redes sociais.
Em resposta aos recentes acidentes, a SPU estuda soluções definitivas junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, incluindo a possibilidade de demolição da ponte, defendida pelos prefeitos de Limeira e Cordeirópolis. Enquanto isso, o governo federal instalará barreiras físicas e placas de aviso sobre a proibição de acesso, e a prefeitura reabrirá uma vala para dificultar a entrada.
A ponte pertence à União desde a extinção de estatais ferroviárias e sua transferência ao Dnit foi oficializada em maio. O local tem histórico de acidentes: em 2023, duas pessoas ficaram feridas praticando “rope jump”; em 2024, uma ciclista morreu ao cair da estrutura.
O caso mais recente envolveu Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem qualquer equipamento de segurança. Três instrutores da empresa Entre Cordas foram indiciados por homicídio com dolo eventual e tiveram prisão preventiva decretada. O advogado do grupo declarou que os instrutores prestaram socorro e classificou o episódio como uma “tragédia”. Seis pessoas foram conduzidas à delegacia, três indiciadas e outras investigadas. O local recebe cerca de 500 participantes por mês, segundo informações apresentadas em audiência pública.





