Início Distrito Federal CLDF aprova proposta de Ricardo Vale que extingue escala 6×1 para terceirizados

CLDF aprova proposta de Ricardo Vale que extingue escala 6×1 para terceirizados


Da redação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nesta semana, o fim da escala 6×1 para trabalhadores terceirizados da Casa. A decisão, apresentada pelo vice-presidente Ricardo Vale, tem impacto imediato para mais de 300 funcionários lotados no órgão e prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários.

O projeto aprovado pela Mesa Diretora visa melhorar as condições de trabalho dos terceirizados, que atuam em funções essenciais para o funcionamento da Câmara. Com a medida, esses profissionais deixam de cumprir escala de seis dias trabalhados para um de folga, adotando jornadas mais compatíveis com outras categorias do setor público.

A mudança, segundo a direção da Câmara, não implicará redução salarial, o que amplia o alcance da medida e assegura direitos adquiridos. Especialistas apontam que iniciativas desse tipo tendem a influenciar positivamente a saúde física e mental dos trabalhadores, diante da diminuição da carga horária e do aumento do período de descanso semanal.

O deputado Ricardo Vale classificou a aprovação como uma conquista histórica, reafirmando o compromisso de seu mandato com os direitos dos trabalhadores. “Acreditamos que é possível construir relações de trabalho mais humanas e garantir condições dignas para quem presta serviços essenciais à sociedade. O fim da escala 6×1 na CLDF é um avanço importante e um exemplo que precisa ser ampliado para todo o Distrito Federal”, afirmou.

A decisão também reforçou o debate no Distrito Federal sobre a ampliação da medida para outros órgãos públicos. Parlamentares e sindicatos ligados à área de serviços terceirizados vêm defendendo a extensão do direito a servidores de diferentes instituições do poder público local.

Atualmente, mais de 300 trabalhadores terceirizados desempenham atividades na Câmara Legislativa. Antes da alteração, eles cumpriam carga de 44 horas semanais sob a escala 6×1, considerada desgastante por representantes da categoria. A nova regra busca atender reivindicações antigas e ampliar o bem-estar desses profissionais.