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Acnur pede aumento imediato do reassentamento para 2,4 milhões de refugiados


Da redação

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou, nesta semana, que cerca de 2,4 milhões de refugiados em todo o mundo deverão precisar de reassentamento em 2027. O relatório foi apresentado globalmente e aponta a discrepância persistente entre as necessidades e a quantidade de vagas atualmente ofertadas.

Segundo o levantamento, o número estimado para 2027 representa uma diminuição de 6% em relação ao ano anterior, continuidade de uma tendência de queda iniciada em 2025. Para o Acnur, apesar da redução, os refugiados enfrentam riscos de proteção nos países de asilo e seguem impedidos de retornar em segurança a seus países de origem.

Os afegãos permanecem como o maior grupo com necessidade de reassentamento, seguidos por refugiados do Sudão do Sul, Sudão, Síria e os rohingyas, que fugiram de Mianmar para Bangladesh. Todos continuam expostos a riscos significativos, conforme destacou a agência internacional.

Em 2025, aproximadamente 37 mil refugiados foram reassentados com assistência do Acnur, uma queda expressiva ante os mais de 116 mil registrados em 2024. A meta da comunidade internacional para 2027 é oferecer 130 mil vagas, mas a redução das cotas torna o objetivo improvável de ser alcançado.

Conforme o Acnur, essa insuficiência decorre de mudanças políticas nos países de destino, suspensão de admissões, critérios mais rigorosos e atrasos no processamento. A agência ressalta que o aumento das cotas e a aceleração dos processos podem beneficiar pessoas em maior vulnerabilidade.

Atualmente, países de baixo e médio rendimento abrigam 68% dos refugiados mundiais, de acordo com as Nações Unidas. A organização enfatiza que o reassentamento contribui para aliviar pressões sobre esses países, firma parcerias internacionais e reduz deslocamentos perigosos à vida dos refugiados.