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Alexandre de Moraes autoriza depoimento presencial de Bolsonaro sobre arma apreendida no DF


Da redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro preste depoimento presencial em inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal. O procedimento apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro, ocorrido em 15 de junho, no Distrito Federal. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (19).

Segundo a investigação, uma pistola Glock calibre 9 milímetros, acompanhada de carregador extra, foi apreendida com um servidor do Gabinete de Segurança Institucional durante uma blitz policial. A arma teria registro no nome do ex-presidente, conforme consulta feita ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas do Exército Brasileiro (Sigma).

Após instaurar inquérito para apurar o caso, a Polícia Civil solicitou ao STF autorização para ouvir Bolsonaro. Inicialmente, a corporação propôs que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas o relator Alexandre de Moraes determinou que seja presencial, citando restrições legais ao uso de comunicações eletrônicas pelo condenado.

O depoimento está marcado para o dia 23 de junho, às 15 horas, no endereço onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária. A Polícia Civil do Distrito Federal foi comunicada imediatamente sobre a determinação do STF quanto à oitiva presencial.

Paralelamente, o ministro voltou a cobrar da defesa de Bolsonaro esclarecimentos quanto ao acompanhamento de saúde durante o período de prisão domiciliar. Alexandre destacou que exigiu a indicação dos profissionais responsáveis pelo monitoramento do ex-presidente, especialmente à noite.

Segundo o magistrado, até o momento, apenas o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres foi apresentado como pessoa de confiança da família, sem comprovação de formação técnica em enfermagem. A decisão determina que a defesa esclareça, em até 48 horas, a contratação de profissionais de saúde e confirme a rotina dos agentes de segurança.