Da redação
Os dados mais recentes da Pnad da Educação apontam déficit significativo de vagas para crianças de 0 a 3 anos em creches, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, destaca que a “falta de escola ou creche” foi o segundo principal motivo para a ausência de matrícula nesta faixa etária.
Entre bebês de até 1 ano, 28,1% dos pais ou responsáveis afirmaram não encontrar vagas, percentual que sobe para 33,4% entre crianças de 2 a 3 anos. Ainda assim, a principal justificativa apresentada para a não matrícula é a opção dos responsáveis. Esse fator lidera em todas as regiões do Brasil.
Dos bebês de 0 a 1 ano, 64,1% permanecem fora das creches por decisão dos pais, índice que atinge 73,6% no Centro-Oeste e atinge o menor patamar no Nordeste, com 58,5%. Já entre as crianças de 2 a 3 anos, 57,1% ficam fora das creches pelo mesmo motivo, variando entre 65,5% no Centro-Oeste e 49,4% no Norte.
Na faixa de 6 a 14 anos, o índice de escolarização chega a 99,5%, equivalente a 26 milhões de estudantes. Os dados mostram estabilidade desde 2016. Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa é de 93,2%, sem variação significativa em relação ao ano anterior, segundo os dados oficiais.
No grupo de jovens entre 18 e 24 anos, a taxa de escolarização é de 31,5%, mantendo-se semelhante ao índice registrado em 2024. Do total, 24,5% cursam o ensino superior, percentual considerado adequado para a idade, enquanto outros 7% ainda frequentam a educação básica, conforme levantamento.
A meta nacional de 33% de jovens no ensino superior até 2024 não foi atingida pelo país, sendo superada apenas entre pessoas brancas. Conforme o IBGE, o desafio permanece em reduzir desigualdades de acesso e conclusão do nível superior, enfrentar atrasos escolares e garantir a permanência dos jovens nas instituições.





