Da redação
Treze pessoas de nacionalidade indiana e paquistanesa morreram e outras 66 ficaram feridas devido a uma explosão ocorrida na noite de domingo, em um complexo de gás na área de Ras Laffan, no Catar. O incidente foi confirmado nesta segunda-feira, 22, pelo ministro da Energia do país, Saad al-Kaabi.
Segundo al-Kaabi, a explosão atingiu o maior centro de produção de gás natural liquefeito do mundo, localizado em Ras Laffan. O ministro enfatizou tratar-se de um “acidente e não de sabotagem ou de um ato hostil” e afirmou que o episódio “não afetará em nada nossas exportações para o resto do mundo”.
As autoridades informaram que as instalações estavam fora de serviço desde dezembro para manutenção e tinham voltado a operar apenas dois dias antes do acidente. O ministro não forneceu detalhes sobre o que teria causado a explosão ou sobre o estado de saúde dos feridos.
Durante a madrugada, um jornalista observou chamas iluminando o céu e uma coluna de fumaça acima do complexo. O local já havia registrado danos anteriormente durante ataques do Irã contra vizinhos do Golfo, ocorridos em meio à retaliação à ofensiva israelense-americana.
A QatarEnergy, responsável pelo gerenciamento da instalação, informou que a planta de Barzan tem capacidade de produção diária de 1,4 bilhão de pés cúbicos padrão de gás comercializável, utilizado para abastecimento energético, dessalinização e uso industrial local.
Além disso, a planta produz etano, condensados, gás liquefeito de petróleo e enxofre, tanto para o mercado local quanto para exportação. A QatarEnergy detém 93% da propriedade do complexo, enquanto a norte-americana ExxonMobil possui 7%.





