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Programa de Aquisição de Alimentos eleva renda de agricultores familiares em até 30%


Da redação

Celia Maria da Silva Soares, agricultora de 66 anos, vive no Assentamento Santana Nossa Esperança, zona rural de Teresina (PI). Junto ao marido, cultiva produtos que abastecem a família e são vendidos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa federal criada em 2003 para apoiar agricultores familiares.

No local, Célia cultiva feijão verde, milho, abóbora, macaxeira, maxixe, manga e tamarindo, todos orgânicos e livres de agrotóxicos. O PAA realiza compras do pequeno produtor e doa os alimentos a entidades socioassistenciais, públicas e filantrópicas, beneficiando pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar no Brasil.

Desde o início de 2023, o governo federal investiu cerca de R$ 2 bilhões no PAA, adquirindo 376,6 mil toneladas de alimentos de aproximadamente 140 mil agricultores familiares. Esses produtos já beneficiaram, segundo dados oficiais, pelo menos 9 milhões de pessoas em todo o território nacional.

A vida de Célia mudou após aderir ao programa. Ela relata melhorias em casa, como a reforma para piso de cerâmica, e destaca que “hoje é tudo na cerâmica”, celebrando também a possibilidade de compartilhar produtos na comunidade e não faltar comida para ninguém. “Aqui a gente compartilha nossos produtos e não falta comida para ninguém”, afirmou.

De acordo com pesquisa da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do Cebrap, agricultores atendidos pelo PAA tiveram aumento de até 30% na renda. O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou ainda que o programa reduziu em até 57% a permanência desses trabalhadores no Cadastro Único.

A modalidade “Compra com Doação Simultânea” proporcionou aumento médio de R$ 50 na renda per capita dos beneficiados, enquanto o PAA de venda de leite elevou a renda em média R$ 32 por pessoa, representando 19%. Entre 2022 e 2024, a participação de povos indígenas cresceu de 0,7% para 6% após ampliação da prioridade para esse grupo.