Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, determinou nesta terça-feira, 23 de junho, a realização de uma auditoria independente nas folhas de pagamento dos servidores do Governo do Distrito Federal. A medida foi tomada em Brasília para apurar suspeitas de irregularidades em descontos aplicados a servidores ativos, aposentados e pensionistas.
A decisão da governadora segue o aparecimento de indícios de problemas em operações financeiras atreladas aos contracheques dos funcionários públicos. A auditoria vai examinar se os descontos obedeceram à legislação e às devidas autorizações, incluindo análise de contratos, procedimentos administrativos, sistemas de controle e os mecanismos adotados nas cobranças.
Celina Leão destacou a importância do processo. “O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e as pensões dos servidores do GDF são sagrados”, afirmou a governadora em publicação nas redes sociais.
A Secretaria de Economia também foi orientada a instaurar procedimentos administrativos para apurar falhas na gestão da folha de pagamento. As investigações visam revelar possíveis participações de agentes públicos ou terceiros e identificar eventuais erros que tenham causado prejuízo financeiro aos servidores.
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal deverá avaliar medidas jurídicas para reparação de perdas, caso sejam comprovados descontos indevidos em salários, aposentadorias ou pensões. As providências são adotadas junto à Operação Juros Zero, que apura supostas irregularidades em operações de crédito e antecipação salarial junto aos servidores do DF.
Segundo órgãos de fiscalização, houve aumento significativo desse tipo de operação nos últimos anos. As investigações envolvem instituições como BRB, PicPay e órgãos da administração da folha de pagamento do Distrito Federal. O governo busca transformar a auditoria em subsídio para decisões administrativas e judiciais futuras e aprimorar os controles internos.





