Da redação
A Organização das Nações Unidas celebra, em 24 de junho, o Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia. A data reconhece a contribuição feminina e ressalta as barreiras existentes para a liderança de mulheres em decisões globais. Menos de 25% dos cargos ministeriais e gabinetes de governo no mundo são ocupados por mulheres.
Segundo a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, é necessário garantir que as mulheres ocupem espaços de decisão para que suas vozes sejam “ouvidas e valorizadas”. Ela destaca que as diplomatas ainda enfrentam barreiras estruturais e defende a importância da inclusão feminina nesses ambientes.
Na perspectiva das Nações Unidas, mulheres são consideradas arquitetas da paz, promotoras da igualdade e líderes essenciais para a cooperação internacional. No entanto, atualmente, todos os países de língua portuguesa possuem homens à frente da diplomacia, evidenciando o desafio de ampliar a representatividade feminina nesses postos.
A ministra-conselheira da Missão de Portugal junto à ONU, Lídia Nabais, ingressou na diplomacia em 1998 e relata a diferença da presença feminina na área. “As mulheres trazem uma sensibilidade especial à análise da paz e segurança”, afirmou, observando que elas tendem a considerar aspectos humanos em situações de conflito, além dos interesses militares.
Lídia Nabais disse que passou a apoiar a política de cotas, defendendo a medida como mecanismo para acelerar a paridade de gênero. Ela afirma que ainda há uma grande predominância masculina, inclusive na Assembleia Geral da ONU, e que é necessário estimular o crescimento igualitário das mulheres na carreira diplomática.
A ONU destacou que a maioria dos países ainda apresenta baixa participação feminina em setores como relações exteriores, defesa e segurança. A Assembleia Geral instituiu oficialmente o Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia em 2022, promovendo reflexões e incentivos para a inclusão das mulheres em cargos de liderança em todo o mundo.





