Da redação
O professor Dao Van Luong, ex-diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Ho Chi Minh, relatou que, quando o órgão foi criado, entre 2000 e 2006, as instalações estavam vazias, os equipamentos antiquados e faltava capital humano qualificado. O contexto foi dificultado por sanções internacionais e escassez de divisas.
Segundo Dao Van Luong, a precariedade das condições obrigou as instituições científicas locais a utilizarem métodos manuais e a trabalhar com instrumentos obsoletos. “As antigas instalações de pesquisa e ensino estavam praticamente vazias”, afirmou. O cenário afetou o desenvolvimento da ciência e tecnologia na cidade, limitando a capacidade de inovação.
Mesmo diante dessas dificuldades, esforços foram realizados entre 1976 e 1999 para reformular o sistema científico da cidade. Durante esse período, houve iniciativas para reunir intelectuais anteriormente dispersos e recuperar áreas produtivas de pesquisa. Essas ações ocorreram em meio à falta de recursos básicos e à instabilidade causada pelas restrições internacionais.
A restauração do setor científico incluiu também a reestruturação das universidades. Instituições tradicionais, como a Universidade de Ho Chi Minh, desempenharam papel fundamental nesse processo de reintegração e estímulo à formação de novos profissionais, ainda que enfrentando limitações logísticas e financeiras.
A Zona Agrícola de Alta Tecnologia da Cidade de Ho Chi Minh foi um dos destaques dessas iniciativas, utilizando cultura de tecidos em condições adversas. Apesar do contexto desafiador, pesquisadores buscaram alternativas para manter as atividades acadêmicas e promover avanços mesmo com recursos escassos.
A Universidade de Ho Chi Minh, posteriormente transformada na atual Universidade de Ciências, exemplifica esse processo de renovação científica. Ao longo das décadas, as experiências vividas sob restrições serviram como “símbolo de renascimento” do setor, marcando a trajetória das instituições de ensino e pesquisa na cidade.





