Da redação
Rafael Oliveira foi nomeado o novo CEO global da Heineken, tornando-se o primeiro líder escolhido fora dos quadros históricos da cervejaria holandesa. Segundo Márcio Maciel, presidentes brasileiros também comandam operações globais de Coca-Cola e AB InBev, principais potências do setor.
De acordo com Maciel, essa presença de executivos do Brasil no topo reflete um movimento semelhante ao ocorrido no segmento de tecnologia, onde profissionais indianos passaram a dirigir empresas como Google e Microsoft. Ele atribui essa ascensão a uma formação técnica robusta e à experiência em mercados considerados desafiadores.
O historiador destaca que o ambiente brasileiro, marcado por elevada competitividade, dimensões continentais, diversidade regional, complexidade tributária e logística sofisticada, contribui para o desenvolvimento de competências raras no cenário internacional, como eficiência operacional, criatividade e visão estratégica sob alta volatilidade.
O setor de bebidas brasileiro produz marcas reconhecidas mundialmente. O país exporta mais de 218 milhões de dólares em cerveja por ano, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior, alcançando o maior valor da série histórica. O segmento representa 2% do Produto Interno Bruto e emprega 2,5 milhões de pessoas, segundo Maciel.




