Da redação
A Dívida Pública Federal encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões, valor praticamente estável em relação ao mês anterior, conforme o Tesouro Nacional. O estoque subiu 0,04%, mesmo com resgate líquido de R$ 84,43 bilhões, porque a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros compensou a queda.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna recuou 0,05% e ficou em R$ 8,944 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa avançou 2,41%, alcançando R$ 348,26 bilhões. A participação dos títulos atrelados à Selic subiu de 51,11% para 52,74%, maior nível da série, conforme o Tesouro Nacional.
O prazo médio da dívida aumentou para 4,10 anos. A parcela dos vencimentos em até 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%. O custo médio acumulado em doze meses subiu de 12,45% ao ano, em julho, para 12,59% ao ano, em agosto. A reserva de liquidez caiu 11,89%, passando de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,208 trilhão, suficiente para cerca de 7,18 meses dos vencimentos previstos.
A participação de estrangeiros na dívida interna aumentou para 9,91%, com R$ 886,3 bilhões. As instituições financeiras lideram com 31,22% do estoque, seguidas por previdência, fundos de investimento e seguradoras. A previsão do Tesouro para 2026 é que o estoque da dívida fique entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O órgão aponta que, em cenário de estabilidade fiscal, pretende reduzir títulos de taxa flutuante.



