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Votações sobre autonomia e diretores do Banco Central ficam para depois das eleições


Da redação

A disputa entre Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, e Luiz Inácio Lula da Silva travou a agenda de interesse do Banco Central no Congresso. Segundo parlamentares e técnicos da autoridade monetária, a Proposta de Emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central e a indicação de dois novos diretores devem ser analisadas somente após as eleições.

O texto da PEC aguarda inclusão na pauta do plenário. Plínio Valério (PSDB-AM), relator da proposta, e representantes do Banco Central informaram que a votação depende da convocação de uma sessão presencial, além de precisar de quórum significativo entre os senadores para ser apreciada.

No caso das indicações para a diretoria, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, tem evitado comentar o assunto. Mesmo assim, Marina Copola e Cecilia Machado são apontadas como as candidatas mais prováveis para os cargos, conforme apuração dos parlamentares e técnicos envolvidos nas discussões.

A tendência é que o envio dos nomes ao Senado ocorra apenas após as eleições, de acordo com fontes ouvidas na autoridade monetária e no Congresso. O adiamento afeta a renovação da cúpula do Banco Central, cujo processo depende da aprovação dos parlamentares.