Da redação
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, afirmou que considera “extremamente suspeita” a operação da Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar a ação.
Segundo Zema, a operação deveria ter mirado Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O ex-governador questionou se o magistrado teria aprovado investigações sobre a advogada, afirmando: “Esta operação está causando vergonha ao Brasil”. As declarações foram dadas após encontro na Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios.
O contrato de Viviane Barci citado pelo ex-governador envolve um acordo de R$ 129 milhões com o Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, preso desde março sob investigação por fraude no sistema financeiro. Zema alegou que há ministros do STF mais preocupados em enriquecer do que em defender os interesses do país: “O STF tem pessoas que, ao invés de se preocuparem com os interesses do Brasil, estão interessados em se tornarem milionários”.
A Polícia Federal cumpriu na residência de Bolsonaro mandado de busca e apreensão determinado por Alexandre de Moraes. O objetivo era localizar armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos. A operação durou cerca de uma hora e, conforme relatório da PF, não localizou armas.




