Da redação
Milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam o impacto físico, emocional e financeiro do câncer, doença que causa mais de 26 mil mortes por dia, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se 20,6 milhões de novos casos e quase 10 milhões de óbitos anualmente, tornando o câncer a segunda principal causa de morte global, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
O documento, elaborado em conjunto com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), aponta avanços em prevenção, especialmente no controle do tabagismo e vacinação, além do compromisso político crescente: 82% dos países já contam com planos nacionais de controle da doença. Apesar disso, seguem as desigualdades no diagnóstico e tratamento, com consequências diretas para milhões que não têm acesso adequado a serviços de saúde.
A análise mostra que países de alta renda oferecem maiores chances de sobrevivência: 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem cinco anos após o diagnóstico, ante 42% em países de baixa renda. Menos de um terço dos países inclui o tratamento em seus sistemas universais de saúde. Impactos financeiros e sociais são destacados, com 45% dos afetados relatando dificuldades econômicas e mais da metade enfrentando problemas de saúde mental.
Quase quatro em cada dez casos de câncer estão ligados a fatores de risco evitáveis, como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e hepatites. O acesso a medicamentos essenciais permanece desigual: a disponibilidade desses remédios varia de 9% a 54% nos países de baixa renda, enquanto chega a 94% nos de alta renda.




