Da redação
Interlocutores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam, em conversas reservadas, que o principal desafio da economia brasileira não está nas contas públicas, mas nas possíveis consequências da revolução tecnológica e da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho nos próximos anos.
Segundo dois auxiliares do pré-candidato, o desequilíbrio fiscal é tema conhecido e as soluções para equalizá-lo já são amplamente discutidas. Eles afirmam que, com propostas adequadas, seria possível ajustar as finanças do governo em até um ano e meio.
O grupo de apoio a Flávio manifesta preocupação com a substituição de trabalhadores por máquinas. Entre os exemplos citados estão carros autônomos, que podem ocupar o lugar de motoristas de aplicativo, drones no delivery e o impacto em profissões como contadores e advogados, que podem perder espaço para serviços digitais.
Uma pessoa envolvida nas propostas econômicas do senador menciona que até profissões complexas, como a de médico, devem sentir efeitos com tecnologias que ampliam diagnósticos e cortam custos. “Não sabemos como responder a essa mudança que deve ocorrer nos próximos anos. No fiscal, eu tenho diagnóstico e um conjunto de medidas. Mas que políticas públicas são necessárias para garantir renda para quem será demitido?”, questiona um interlocutor.





