Da redação
O Partido Liberal (PL) confirmará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em evento organizado em São Paulo, que não contará com o apoio das cúpulas dos partidos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições anteriores. Segundo integrantes do partido, Flávio recebe apoio externo do presidente da Argentina, Javier Milei, que estará presente exclusivamente para a convenção. Os canais diplomáticos foram avisados da visita de Milei por razões de segurança, mas não houve pedido de reunião com autoridades do governo brasileiro.
A ausência de alianças dificultou a definição do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, que segue indefinido até a véspera da convenção. Conforme o calendário eleitoral, a chapa precisa ser registrada até 15 de agosto. A sigla busca atrair o apoio de partidos como Progressistas (PP), União Brasil e Republicanos, mas lideranças dessas legendas indicam que pretendem manter neutralidade no primeiro turno. Caso não consiga formar coligação, o PL estuda lançar chapa “puro sangue”, podendo indicar uma mulher para a vice-presidência, segmento em que Flávio enfrenta maior resistência.
Em relação ao processo de pré-campanha, um dirigente do PL afirmou que não houve desistência de apoio, pois o compromisso dessas legendas nunca foi firmado. Ainda assim, integrantes da cúpula do partido criticam a escolha de Flávio como candidato, afirmando que a chapa ideal teria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato a presidente, com Michelle Bolsonaro como vice.
Entre as justificativas para a falta de apoio ao nome de Flávio, integrantes do PL apontam os desafios enfrentados na pré-campanha, incluindo o envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e desentendimentos públicos com Michelle Bolsonaro. Também causam apreensão as declarações recentes de Flávio questionando a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro.





