Início Eleições Disputa pelo Planalto segue indefinida com Lula à frente no primeiro turno...

Disputa pelo Planalto segue indefinida com Lula à frente no primeiro turno e empates técnicos nas projeções finais

Por Alex Blau Blau

Pesquisa nacional revela manutenção da polarização e aponta crescimento da competitividade nas simulações de segundo turno para a Presidência da República

A corrida pela Presidência da República continua marcada pelo equilíbrio entre os principais concorrentes, apesar da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Levantamento divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que o atual chefe do Executivo ampliou ligeiramente sua vantagem na primeira etapa da disputa, mas continua enfrentando cenários de empate técnico quando o confronto é projetado para o segundo turno.

Na pesquisa estimulada para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, consolidando a primeira colocação. O senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece em segundo lugar, com 33%. Os demais pré candidatos seguem distantes dos dois líderes, com Ronaldo Caiado (PSD) registrando 6%, Renan Santos (Missão) com 5% e Romeu Zema (Novo) alcançando 3%.

Embora a diferença entre os dois principais nomes tenha aumentado discretamente na comparação com o levantamento anterior, a disputa continua aberta nas simulações de segundo turno.

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47% das intenções de voto, enquanto o senador soma 43%. O cenário permanece dentro da margem de erro da pesquisa, mantendo o empate técnico.

A competitividade também cresce nas projeções envolvendo outros possíveis adversários. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45%, contra 43% do ex governador de Goiás. Já diante de Romeu Zema, o presidente registra 46%, enquanto o ex governador de Minas Gerais alcança 42%. Contra Renan Santos, Lula tem 47% das intenções de voto, diante de 39% do candidato.

Os números indicam que, apesar da liderança consolidada no primeiro turno, o atual presidente enfrenta um cenário mais competitivo nas simulações decisivas, especialmente diante de candidatos que ampliaram seu desempenho nas últimas semanas.

O levantamento também mediu o comportamento do eleitorado em relação ao voto. Mais da metade dos entrevistados afirma que escolheu o candidato considerado ideal, enquanto uma parcela significativa admite votar naquele que considera a melhor alternativa disponível. Já no segundo turno, cresce o número de eleitores que afirmam votar apenas para impedir a vitória do adversário, reforçando o ambiente de polarização.

Os índices de rejeição dos dois principais nomes permanecem elevados e praticamente estáveis. Em contrapartida, candidatos como Caiado, Zema e Renan apresentaram redução na rejeição, fator que pode favorecer seu desempenho ao longo da campanha eleitoral.

A pesquisa também avaliou a repercussão da tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A ampla maioria dos entrevistados declarou ter conhecimento da medida. Quando questionados sobre as razões da decisão, prevaleceu o entendimento de que a iniciativa teve motivação política. Já sobre a responsabilidade pelo episódio, o eleitorado ficou rigorosamente dividido entre aqueles que atribuem a situação ao presidente Lula e os que responsabilizam o senador Flávio Bolsonaro.

O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, com 2.004 entrevistas por telefone em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01489/2026.