Da redação
O Governo de Goiás ampliou o combate ao crime organizado com a Operação Destroyer, coordenada pela Polícia Civil para enfrentar tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e facções. Segundo balanço oficial, 15 fases da operação resultaram em mais de 320 prisões, cerca de 800 ordens judiciais cumpridas e R$ 464 milhões em bens bloqueados ou apreendidos.
A estratégia policial inclui, além da prisão de suspeitos, a localização de contas bancárias, imóveis, veículos, empresas e outros patrimônios possivelmente usados para ocultar recursos ilícitos. Na 15ª fase, deflagrada em 23 de julho, a Justiça autorizou 17 mandados de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e o bloqueio de aproximadamente R$ 59 milhões.
As diligências abrangeram alvos em Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso, reforçando o caráter interestadual da organização dos investigados. Conforme a Polícia Civil, os grupos respondem a investigação por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, envolvendo estruturas financeiras e logísticas que transcendem fronteiras estaduais.
O governador Daniel Vilela defende o fortalecimento da inteligência policial, integração entre forças de segurança e estrutura operacional como meios para enfraquecer as facções e reduzir sua capacidade econômica. O desafio, de acordo com autoridades, é consolidar o impacto das prisões, apreensões e bloqueios, identificando beneficiários dos esquemas e preservando valores recuperados durante os processos judiciais.




