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Estados Unidos deportam dezenas para países africanos diferentes de suas origens, dizem advogadas

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Da redação

Os Estados Unidos deportaram dezenas de pessoas para Guiné Equatorial, Serra Leoa, Gana e República Centro-Africana como parte da política de deportações para “terceiros países” promovida pelo presidente Donald Trump, segundo advogadas de imigração. Os voos ocorreram na quinta e sexta-feira, conforme informado.

De acordo com as advogadas Alma David e Meredyth Yoon, praticamente todos os deportados são originários de países diferentes daqueles para os quais foram enviados. Segundo David, dez pessoas desembarcaram na Guiné Equatorial na quinta-feira, enquanto outras dez chegaram a Serra Leoa na sexta-feira. O mesmo voo seguiria para Gana e República Centro-Africana.

As advogadas e o ICE Flight Monitor, ligado à organização Human Rights First, informaram que ambos os voos fizeram escala de reabastecimento no Senegal, considerado um ponto estratégico para essas operações no continente africano. Yoon destacou a falta de transparência no processo, afirmando que, apesar de possuírem uma lista de passageiros, não havia garantia sobre os destinos finais de cada deportado.

Uma investigação revelou que os Estados Unidos ofereceram acordos financeiros de grande valor e ameaçaram impor restrições de visto aos países africanos para garantir a aceitação dos deportados. Os críticos afirmam que a política utiliza “brechas legais” para expulsar pessoas que não podem ser encaminhadas a seus países de origem.