Da redação
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, enfrenta crescente insatisfação interna no clube em meio a críticas quanto à sua postura e resultados do departamento. De acordo com relatos, jogadores e funcionários classificam o relacionamento com o dirigente português como distante, com comportamento rigoroso nas cobranças cotidianas.
Conforme informações, desde sua chegada ao Flamengo, Boto mantém relação considerada fria e reservada com o elenco e funcionários, sem buscar proximidade no ambiente de trabalho. Tal postura contribuiu para aumentar a pressão sobre sua permanência. A demissão do então treinador Filipe Luís, em março, intensificou o desgaste nos bastidores, tornando a continuidade do diretor mais contestada.
Além das questões de relacionamento, existem incômodos quanto à frequência da presença de Boto nos materiais oficiais do clube e relatos de que teria solicitado serviços particulares a funcionários do Ninho do Urubu, aumentando a resistência a seu nome. Apesar das conquistas esportivas recentes, integrantes do clube avaliam que o clima segue negativo.
O presidente Luiz Eduardo Baptista acompanhou o ambiente no Ninho do Urubu e considerou a possibilidade de mudanças no comando do futebol. Entre os nomes avaliados para substituição estavam Fábio Luciano e Edu Gaspar, mas o Flamengo não avançou nas negociações. A permanência de Boto foi mantida, em parte, devido à parceria com o técnico Leonardo Jardim, embora haja pouca perspectiva de continuação do diretor a partir de 2027 se o cenário não for revertido.





