Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, determinou a criação de uma célula integrada de inteligência, sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública local, após operação da Polícia Civil identificar grupo que discutia ataques a prédios públicos durante o período eleitoral em Brasília. Segundo Leão, a medida visa enfrentar possíveis ameaças às eleições e garantir a segurança do pleito. “Estou atenta e vigilante para combater quem pretende agir contra as eleições”, afirmou a governadora.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a Operação Rede Interrompida cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. As investigações apontam que integrantes do grupo usavam comunidades no Telegram para recrutar participantes, compartilhar conteúdos extremistas e planejar ataques a edifícios da Esplanada dos Ministérios em outubro, no período eleitoral.
As análises das comunicações revelaram discussões sobre invasões, escolha de alvos, estratégias táticas e recrutamento em mais de um estado. Os investigadores localizaram ainda mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de prédios públicos e manuais com orientações para fabricação de artefatos explosivos. O material apreendido será periciado, enquanto a polícia busca identificar novos envolvidos e o estágio do planejamento.
Com a determinação da governadora, a célula de inteligência será composta por diferentes órgãos, atuando de forma coordenada para monitorar, prevenir e responder a possíveis incidentes. A iniciativa reforça o esforço do governo local em proteger Brasília, onde se concentram os Três Poderes, diante de ameaças que circulam em ambientes virtuais e podem resultar em ações violentas durante o processo eleitoral.





