Da redação
A expansão das exportações brasileiras foi discutida durante o painel “O Brasil como produto de exportação: a promoção de negócios brasileiros no exterior”, realizado no Conexão 2030, promovido pelo PlatôBR. Segundo Laudemir Müller, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Brasil registrou recorde de exportações em 2025, alcançando US$ 348 bilhões, e dados parciais de 2026 indicam crescimento, com US$ 185 bilhões exportados até junho, aumento de cerca de 20% em relação ao mesmo período anterior.
Müller afirmou que a instabilidade geopolítica global é o maior desafio para o avanço das exportações brasileiras, devido à fragmentação dos mercados. O presidente da ApexBrasil avaliou que houve queda nas vendas aos Estados Unidos, mas crescimento nos embarques para a Europa e a União Europeia. “No comércio internacional vivemos em um ambiente de instabilidade e fragmentação. Mas o Brasil está em uma posição privilegiada e bate recorde de exportações”, disse.
O ex-governador e ex-senador Jorge Viana, que presidiu a ApexBrasil até abril, afirmou no mesmo painel que o país pode ocupar papel mais relevante na economia mundial devido à sua situação estratégica e à liderança na produção de alimentos e energia. Para Viana, o Brasil deve aproveitar as mudanças geopolíticas e ampliar negócios com mercados em crescimento, como Nigéria, Indonésia e Paquistão. “O Brasil é um dos poucos países que se insere hoje e que vai ser amanhã parte da solução do mundo, por tudo que representa”, afirmou.
A valorização dos produtos nacionais também foi abordada por Andressa Beig Jordão, diretora executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça. Conforme a dirigente, a cachaça já é exportada para cerca de 70 países, gerando aproximadamente US$ 17 milhões anuais, enquanto a tequila mexicana movimenta US$ 4 bilhões por ano.





