Da redação
A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século sem mulheres nas chapas presidenciais consideradas competitivas, segundo levantamento. Desde 2002, ao menos uma mulher integrou como candidata a presidente ou vice as chapas que alcançaram 1% dos votos e tinham partido com representante no Congresso Nacional.
Segundo pesquisas, atualmente apenas Samara Martins, candidata a presidente pela Unidade Popular (UP), e sua vice, Raquel Bricio, ambas do mesmo partido, reúnem intenção de voto superior a 1%. Porém, a UP não tem representantes na Câmara dos Deputados nem no Senado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cogitou indicar uma mulher como vice para sua chapa, mas definiu Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vaga.
A ausência de mulheres faz parte de um cenário onde a participação feminina na política tem sido questionada por figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado dos Bolsonaro, que fez declarações contra o voto feminino. Em 2022, três mulheres participaram de chapas competitivas: Simone Tebet (então no MDB), Mara Gabrilli (PSDB) e Ana Paula Matos (PDT), mas nenhuma avançou ao segundo turno.
Entre 2002 e 2018, candidaturas de destaque incluíram Heloísa Helena (PSOL) em 2006, Rita Camata (PMDB) como vice de José Serra (PSDB) em 2002, além de Marina Silva (Rede, depois PSB) e Dilma Rousseff (PT), ambas concorrendo à Presidência em 2010 e 2014. Manuela d’Ávila (PC do B) foi vice de Fernando Haddad (PT) em 2018, ano com maior presença de vices mulheres em chapas competitivas.





