Da redação
Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), foi citado pelo jornal britânico “The Times” como responsável por oferecer ao Marrocos o direito de sediar a final da Copa do Mundo de 2030. Segundo o veículo, a medida buscaria angariar apoio político antes da próxima eleição da entidade. A publicação atribui a negociação ao interesse de Infantino em fortalecer alianças após a crise causada pelo projeto de venda de ativos comerciais da Fifa para investidores privados, proposta que acabou rejeitada.
De acordo com “The Times”, o Marrocos teria se tornado um dos principais aliados de Infantino, e, em troca desse suporte, receberia o direito de organizar a final do torneio. Caso confirmada, a decisão seria realizada no Grand Stade Hassan II, estádio em construção na região de Casablanca, projetado para cerca de 115 mil torcedores. O local poderá se tornar o maior estádio de futebol do mundo.
A Fifa divulgou comunicado rejeitando as informações publicadas. “É falso e enganoso afirmar que o presidente da Fifa tenha feito qualquer promessa relativamente à sede da final do Campeonato do Mundo da Fifa de 2030. A Fifa tomará uma decisão na devida altura”, afirmou a entidade. A escolha do local da decisão ainda não foi oficializada e, segundo a Fifa, será anunciada apenas quando julgar oportuno.
Mesmo após a negativa, a Federação Real Marroquina de Futebol reafirmou apoio a Infantino logo após a desistência do projeto Fifa Forward Enterprise. Recentemente, o dirigente participou de reuniões em Rabat, que sediou um encontro de emergência da entidade e receberá o Congresso da Fifa em março de 2027, quando está prevista a eleição para a presidência. Marrocos organizará a Copa do Mundo de 2030 junto com Espanha e Portugal.





