Da redação
Davi Alcolumbre, senador pelo Amapá, articula para evitar a perda de influência no Senado diante de comentários sobre seu enfraquecimento político. Segundo parlamentares, Alcolumbre busca reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem, conforme interlocutores, pediu apoio para tentar se manter na presidência da Casa.
O movimento ocorre em meio à expectativa de que o Senado passe por mudanças após as eleições de outubro, o que pode favorecer uma guinada à direita. Pré-candidatos como Rogério Marinho e Tereza Cristina já são citados como potenciais adversários na disputa pelo comando do Senado, segundo informações de bastidores.
O recuo de Alcolumbre para barrar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mérito comemorado pela direita, não foi suficiente para consolidar uma aliança com esse grupo. Além disso, a possível eleição de Renan Calheiros e Arthur Lira para o Senado por Alagoas pode intensificar a competição por espaços de poder e articulação interna.
Entre os colegas, Alcolumbre ainda conta com reconhecimento pela aptidão no diálogo e pela habilidade em distribuir emendas. No entanto, senadores relatam, sob condição de anonimato, que o estilo considerado “bonachão” dificulta a transmissão de confiança, embora ele busque, desta vez, respeitar o limite constitucional que regulamenta a reeleição à presidência do Senado.





