Da redação
O comportamento do dólar frente ao real tem se mantido estável, diferentemente de outros anos eleitorais, devido à ausência de debate público entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro sobre propostas econômicas concretas. Segundo especialistas, esse cenário tem adiado impactos negativos na Bolsa de Valores.
De acordo com analistas, outro fator relevante é o preço elevado do petróleo, que favorece o fluxo de moeda estrangeira para o Brasil, sustentando a cotação do real. O quadro é reforçado pela aversão dos investidores globais ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enfraquece o dólar internacionalmente.
Um gestor de fundos ouvido pela reportagem destacou que a falta de volatilidade cambial reduz a pressão sobre os candidatos para discutirem medidas de ajuste fiscal e controle de despesas públicas. “Quando não há pressão, o risco é de que a classe política se cale ou não tome as providências necessárias para ajustar o ritmo de crescimento das despesas públicas”, afirmou.
Segundo avaliadores do mercado, uma normalização do conflito no Oriente Médio, com consequente queda do preço do petróleo, pode diminuir o ingresso de dólares no país e gerar maiores oscilações na cotação. Nessas circunstâncias, tende a crescer a exigência por propostas claras dos candidatos para o equilíbrio fiscal.





