Da redação
Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, declarou durante sabatina de 40 minutos no Jornal Nacional, da TV Globo, que pode flexibilizar propostas de ajuste fiscal que vinha defendendo. Zema afirmou que pretende priorizar aumento da arrecadação pela formalização do emprego antes de considerar alterações na idade mínima da aposentadoria, e admitiu manter a política de valorização do salário mínimo se houver equilíbrio das contas públicas.
Zema explicou que só pretende mexer na idade mínima “à medida em que a expectativa de vida aumentar e depois de ver se não conseguimos arrecadar mais com a maior formalização”. O posicionamento diverge do plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que propõe um “mecanismo de reajuste automático da idade mínima” com base na expectativa de vida, sem condicionar à formalização do emprego. Em entrevista anterior, o ex-governador de Minas Gerais defendia basear a mudança apenas em cálculos atuariais.
O candidato também manteve inicialmente a ideia de conceder reajustes ao salário mínimo apenas pela inflação, mas depois admite manter a regra atual, com aumento real atrelado à variação do Produto Interno Bruto dos dois anos anteriores. Segundo Zema, “se a economia estiver indo bem, as contas equilibradas, sim [poderia dar ganho real]”. Ele defendeu ainda um piso conjunto de gastos para saúde e educação, mencionando diferenças de necessidades conforme o perfil demográfico de cada município.
Questionado sobre temas diversos, Zema afirmou que, durante seu governo, a dívida pública de Minas Gerais “representa muito menos para a economia mineira do que representava quando eu assumi”, ressaltando quitação de débitos com fornecedores e funcionalismo. O candidato disse ser contrário à obrigatoriedade da vacina contra covid-19 e declarou apoio à anistia ou novo julgamento para envolvidos no 8 de Janeiro, criticando o que chamou de “perseguição”. Também afirmou que políticas de segurança do governo Nayib Bukele, em El Salvador, podem ser adaptadas para o Brasil.



