Da redação
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha à Presidência da República de Renan Santos, do partido Missão. De acordo com a decisão, o candidato está impedido de participar de debates, realizar propaganda eleitoral e receber recursos do fundo eleitoral, devido a uma suposta omissão na administração dos perfis oficiais da campanha nas redes sociais.
A equipe de Renan Santos classificou a medida como “completamente absurda, simplesmente inacreditável”, segundo auxiliar da campanha. Para Renan, trata-se de uma “mão política” para dificultar sua candidatura. A coordenadora da campanha, vereadora Amanda Vettorazzo, publicou nas redes sociais uma foto do candidato acompanhada da tarja “censurado”.
Segundo pessoas próximas, aliados temem que Toffoli esteja preparando um possível pedido de impugnação da candidatura de Renan, em movimento considerado semelhante, embora em contexto diverso, ao processo enfrentado pelo pré-candidato Pablo Marçal (PRTB). O impacto gerou revolta no entorno do Missão, e o partido informou que vai recorrer da decisão na Justiça Eleitoral.
Renan Santos convocou coletiva de imprensa para o fim da tarde desta segunda-feira, quando pretende se manifestar publicamente sobre o caso. Xico Graziano, apoiador de Renan, afirmou no X que “suspender a campanha de Renan Santos significa uma loucura judicial de Toffoli. E pode ter efeito contrário, o de favorecer o candidato do Missão”.



