Da redação
Líderes do Partido Republicano dos Estados Unidos realizaram um evento batizado de “Trumpapalooza” em Dallas, no Texas, com a participação central de Donald Trump. O objetivo foi mobilizar apoiadores para tentar manter o controle do Congresso nas próximas eleições de meio de mandato, conforme informações de dirigentes republicanos.
Segundo a empresa Decision Desk HQ, projeções apontam maioria democrata na Câmara dos Representantes com 229 assentos ante 206 republicanos, e empate de 50 a 50 no Senado. O presidente da Câmara, Mike Johnson, declarou que Trump reafirmaria sua influência, afirmando: “Eu estou na cédula”, em discurso a apoiadores. Trump foi anunciado como o destaque de ambos os dias do evento no American Airlines Center de Dallas, encerrando a convenção após discurso do vice-presidente, JD Vance.
A convenção destacou realizações como redução de impostos e endurecimento das políticas migratórias, além de críticas ao Partido Democrata. Apesar dos esforços, vários candidatos republicanos hesitaram em comparecer: pesquisa do Politico com mais de setenta representantes e postulantes mostrou que a maioria não planejava participar ou não confirmou presença. Alguns citaram compromissos de campanha e o custo mínimo de vinte e cinco mil dólares (aproximadamente R$ 127.000) para participação. Johnson afirmou esperar a presença de grande parte da bancada republicana.
As sessões ocorreram simultaneamente à abertura da temporada da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), o que poderia afetar a audiência, segundo especialistas. A convenção serviu também como estratégia de arrecadação para o partido: fotos com Trump chegaram a ser oferecidas por 88.600 dólares (R$ 450.531) e acesso à mesa redonda com o ex-presidente por 250.000 dólares (R$ 1,27 milhão). Consultores afirmaram que a proximidade com Trump traz riscos e pode ser tanto ativo quanto obstáculo para candidatos em disputa, dependendo do contexto estadual.





