Da redação
A técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta na casa onde morava, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O soldado Vinicius Costa Silva, de 26 anos, marido de Larissa, foi preso e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. A prisão temporária foi decretada após solicitação da delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação.
Segundo o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída no banheiro da residência, com ferimento na cabeça provocado por arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou a morte. No local, foram achados uma arma registrada em nome de Silva, um coldre, um carregador e munições. A delegada informou que a prisão se deu após o exame necroscópico indicar “dados curiosos” sobre o trajeto do projétil, além de outros elementos coletados durante as investigações.
Silva afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que Larissa tirou a própria vida após uma conversa sobre o possível fim do relacionamento. Segundo o policial, Larissa “começou a chorar e ficou bastante abalada” antes do ocorrido. O advogado Roberto Montanari Custódio, representante de Silva, declarou que o soldado “jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa” e ressaltou que a defesa entregará conversas à polícia que, conforme relata, mostram Larissa manifestando pensamentos relacionados à possibilidade de suicídio.
A ocorrência foi registrada como morte suspeita, com “dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio”, e a investigação segue em curso. A Polícia Científica realizou perícia na casa e foram solicitados exames específicos nas mãos de Larissa e Silva, além de exames balísticos na arma. Entre 2022 e 2024, Larissa trabalhou como técnica em radiologia em uma fundação e era, junto com Silva, proprietária de uma farmácia em Taboão da Serra.





