Da redação
O Partido dos Trabalhadores aprovou uma resolução em que defende o endurecimento das penas para corrupção, peculato e tráfico de influência, quando cometidos por juízes e ministros, conforme anunciado em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O texto também propõe debater mandatos para integrantes das cortes superiores, quarentenas mais rígidas e condutas éticas para magistrados.
Segundo o documento, o partido volta a defender a reforma do Judiciário e a criação de vagas para representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério Público. Também critica supersalários, propõe códigos de ética e cobra transparência do Poder Judiciário, afirmando que “ninguém está acima da lei”.
De acordo com dirigentes petistas, as medidas respondem ao diagnóstico interno de que as investigações sobre o Banco Master aumentaram as tensões no STF e ameaçam a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido vê uma disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e avalia risco eleitoral diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas.
O PT pediu ainda o fim do sigilo no caso Master e criticou vazamentos seletivos. A legenda também cobrou esclarecimentos sobre o uso de dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL), sem citar nomes específicos. Nesta quinta, a Polícia Federal realizou operação contra 29 investigados por desvio de recursos de emendas para a produção, incluindo o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que nega irregularidades.





