Da redação
O surto de ebola na República Democrática do Congo se expandiu para a zona de saúde de Kayna, no Kivu do Norte, elevando o total para 61 áreas afetadas em seis províncias, segundo a Organização Mundial da Saúde. Até o momento, são 6.757 casos confirmados e 3.267 mortes, o que representa uma taxa bruta de letalidade de 48,3%.
A agência das Nações Unidas informou que outros 20 casos foram registrados em Uganda, um na França e duas notificações congolesas foram tratadas na Alemanha. A taxa de transmissão do vírus bundibugyo permanece alta, configurando risco de disseminação internacional. Equipes de saúde realizam triagem e vigilância em fronteiras oficiais, mas viagens por rotas alternativas ainda ocorrem.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o fortalecimento da coordenação transfronteiriça é fundamental para limitar a propagação regional e garantir uma resposta eficaz. O epicentro permanece na província de Ituri, que soma 5.406 casos confirmados desde o início do surto, sendo 1.114 nos últimos 21 dias até 7 de setembro. Kivu do Norte registra 1.066 casos, com 453 novos contatos recentes.
Profissionais de saúde monitoram mais de 20 mil contatos de casos positivos, demonstrando o potencial de novas infecções. O surto ocorre em meio a insegurança, conflitos armados e deslocamento populacional. O país enfrenta mais de 26 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda e cerca de um milhão de deslocados internos em Ituri, com limitações severas de acesso a serviços de saúde, água, saneamento e higiene.





