Da redação
A Polícia Federal investiga a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, Flávio solicitou R$ 131 milhões a Vorcaro, dos quais R$ 60 milhões teriam sido repassados para a produção.
De acordo com relatórios da Polícia Federal, conversas entre Flávio e Vorcaro indicam possíveis encontros presenciais e tratativas sobre o andamento dos repasses. Em agosto de 2025, o publicitário Thiago Miranda, apontado como intermediário, cobrou Vorcaro sobre parcelas atrasadas. Mensagens registradas em 20 de agosto de 2025 mostram Flávio e Vorcaro combinando o que a PF entende ser uma reunião.
As mensagens analisadas indicam, também, que em setembro e outubro Flávio solicitou novas conversas presenciais para discutir o projeto, incluindo convite a Vorcaro para um jantar com a equipe da produção. Em áudio de setembro de 2025, o senador citou preocupação com atrasos em pagamentos, mencionando possíveis consequências para atores do elenco internacional, como Jim Caviezel e Cyrus.
A investigação apura remessas de recursos feitas pela empresa Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,33 milhões. O fundo, administrado por Paulo Calixto, aliado de Eduardo Bolsonaro, ficou inativo por quase quatro anos até receber, em fevereiro de 2025, a primeira transferência destinada ao financiamento do filme. Segundo a Polícia Federal, documentos da produtora Go Up Entertainment LLC, sediada nos Estados Unidos, são considerados essenciais para esclarecer a origem dos recursos. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades e a apuração integra o caso Banco Master.





