Da redação
O ex-deputado Carlos Xavier depôs no Tribunal do Júri na noite de quarta-feira (23/9) sobre a morte do adolescente Weverton, ocorrida oito meses após o término de seu casamento. Durante seu depoimento, Xavier declarou: “Teria que ter matado muita gente se dependesse de todos os amantes dela”, referindo-se a suspeitas de infidelidade por parte de sua ex-mulher.
Segundo Xavier, ele e a esposa ainda residiam juntos quando descobriram que ela mantinha relações com outros homens, apontando um deles, chamado Renan, como fator principal da separação. Xavier afirmou ainda que o adolescente Weverton não foi motivo da separação, ocorrida antes da morte do jovem, e relatou ter comparecido ao enterro na igreja que frequentava, local também usado em sua campanha política. Familiares de Weverton demonstraram emoção e o pai do adolescente precisou sair do plenário durante o depoimento de Xavier.
No mesmo dia, foram ouvidas oito testemunhas, todas policiais envolvidos na apuração do caso. Houve divergências sobre a dinâmica do crime. A delegada aposentada Lúcia Antônia de Moraes, que chefiou a investigação, disse que inicialmente o caso parecia uma execução, mencionando a análise das circunstâncias em que o corpo foi encontrado. Já o delegado aposentado Hertz Andrade Santos, testemunha da defesa, afirmou que poderia ter se tratado de latrocínio, destacando que Ewerton foi encontrado sem roupa e sem os pertences.
Laerte Bessa, ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, declarou que as interceptações telefônicas da época não identificaram contato entre Xavier e os suspeitos do crime. Já Mário Gomes, integrante da equipe de investigação e hoje advogado, reforçou a tese de execução, apontando o tiro na nuca como um dos principais indícios.





