Início Mundo Ramos Horta defende olhar humano para mortes de civis em conflitos armados

Ramos Horta defende olhar humano para mortes de civis em conflitos armados


Da redação

O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, afirmou que há “total impunidade” diante das dezenas de milhares de mortes em conflitos armados pelo mundo. A declaração foi feita em Nova Iorque, durante sua participação no Debate Geral de líderes internacionais na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Segundo a Organização das Nações Unidas, o ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Ramos Horta criticou o fato de as mortes nesses conflitos terem se tornado “estatísticas sem uma face humana” e acrescentou: “quando fazemos referência a crianças que morrem, mulheres que morrem em Gaza ou no Sudão, falamos de milhares, como se fossem em animais, pedras. Isto é que é perigoso. Onde é que está o ser humano?”

Ramos Horta mencionou que levou à Assembleia Geral perguntas de dez crianças timorenses, esperando estimular os líderes a refletirem e promoverem a paz global. Ele declarou que a iniciativa de trazer a voz de crianças e adolescentes ao evento foi espontânea.

O presidente também defendeu que, após 80 anos, uma mulher assuma o posto de secretária-geral das Nações Unidas, reforçando que há diversas mulheres com qualificação para o cargo. O processo de seleção está em andamento desde julho, com quatro mulheres e três homens concorrendo à sucessão de António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro.