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Toffoli vota contra candidatura de Dr. Furlan ao governo do Amapá; julgamento suspenso


Da redação

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, votou pelo indeferimento da candidatura de Dr. Antônio Furlan (PSD) ao governo do Amapá, por entender que houve burla à Lei da Ficha Limpa. O julgamento foi interrompido após pedido de vista feito pelo ministro André Mendonça.

Segundo Toffoli, Furlan renunciou ao cargo de prefeito de Macapá em meio a uma investigação por supostos desvios de emendas destinadas ao Hospital Geral Municipal de Macapá. O ministro afirmou que a renúncia teve como objetivo se esquivar de eventual processo que poderia levar à perda do mandato, dizendo: “Não há dúvida de que o candidato formulou a renúncia com a finalidade de fraudar a lei e se esquivar de processo que poderia levar à perda do seu mandato de prefeito. É um ato com aparência de legalidade, porém dissimulada”.

Toffoli também levou em consideração o fato de que Furlan oficializou a renúncia um dia após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinar seu afastamento do cargo por 60 dias devido às suspeitas relacionadas aos desvios. O ministro frisou que a saída de Furlan ocorreu em momento de “grave repercussão institucional”, impedindo análise das suspeitas pela Câmara Municipal de Macapá, o que poderia levar à cassação do mandato.

Após o pedido de vista, o ministro Floriano de Azevedo Marques alertou para a necessidade de celeridade na retomada do julgamento, destacando que o pleito de 2026 ocorre em dez dias e que a indefinição pode gerar incerteza entre os eleitores. Furlan, ex-prefeito de Macapá e adversário do grupo político de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), lidera as pesquisas de intenção de voto.