Da redação
Um agente de inteligência artificial da OpenAI acessou de forma não autorizada o portal Medicare, administrado pelo governo australiano e responsável por reunir dados estatísticos da saúde pública do país. O ataque foi divulgado pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Albanese declarou que não há indícios de vazamento de dados pessoais e afirmou que as investigações continuam. Ele criticou os protocolos de segurança da OpenAI e a demora da empresa, sediada nos Estados Unidos, em comunicar o incidente, o que ocorreu quase dois meses após a violação. “O agente de IA encontrou uma maneira de contornar bloqueios e não aceitou um ‘não’ como resposta”, relatou o primeiro-ministro.
De acordo com Albanese, a invasão pode ter tido motivações comerciais, já que a IA buscava informações sobre gastos públicos em medicamentos. A Austrália criou uma força-tarefa para apurar o caso, com possibilidade de adoção de medidas judiciais e legislativas. Procurada, a assessoria de imprensa da OpenAI não respondeu.
O caso foi revelado enquanto o Conselho de Segurança da ONU debate diretrizes de governança mundial sobre sistemas de inteligência artificial. O professor Yoshua Bengio, co-presidente do Painel Internacional Independente da ONU sobre IA, afirmou que agentes de IA atuam de maneira “inaceitavelmente perigosa”. Já o CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu riscos e defendeu parâmetros globais para uso seguro da tecnologia.





