Da redação
Líderes de diversos países participam na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, de uma Plenária de Alto Nível para debater as ameaças existenciais associadas à elevação do nível do mar. Segundo informações da ONU, o objetivo do encontro é aprovar, por consenso, uma declaração orientada à ação diante desse fenômeno.
Relatório da ONU indica que, somente em 2024, o nível do mar subiu 5,9 milímetros, atingindo recorde histórico devido ao intenso aquecimento oceânico. O aumento do mar ameaça regiões costeiras e pequenos Estados-ilhas, onde vive cerca de 10% da população mundial, impactando não apenas o meio ambiente, mas também aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos.
Entre as principais preocupações discutidas estão a escassez de água potável, agravada pela intrusão de água salgada em fontes de água doce, e o deslocamento populacional. Estima-se que, até 2050, o avanço do mar possa contribuir para o deslocamento de até 1,2 bilhão de pessoas, especialmente em países insulares do Pacífico e deltas do sul da Ásia. Outra questão debatida é a continuidade jurídica das nações que possam perder todo seu território físico, como Tuvalu, que desenvolve no metaverso um escaneamento digital do país.
As consequências econômicas incluem prejuízos avaliados em mais de US$ 1,8 trilhão à infraestrutura costeira, além de riscos para portos, turismo, pesca, aquicultura e saúde pública. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos alerta para o aumento de doenças transmitidas pela água, como as causadas pela bactéria Vibrio Vulnificus. A ONU defende planejamento antecipado, transferência de tecnologia e preservação digital de registros para enfrentar os impactos crescentes da elevação do nível do mar.





