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Greve na Caixa e Correios expõe impasse no custeio de planos de saúde


Da redação

Empregados, aposentados e dependentes da Caixa Econômica Federal e dos Correios entraram em greve devido a mudanças e incertezas nos planos de saúde das empresas, conforme entidades representativas. O principal impasse na Caixa envolve o custeio do Saúde Caixa. Nos Correios, o conflito está focado na estrutura do CorreiosSaúde e nos potenciais aumentos de custos para trabalhadores e dependentes.

A paralisação expõe um contraste com o histórico discurso do Partido dos Trabalhadores em defesa dos empregados de estatais e do serviço público. Segundo as entidades sindicais, apesar desse posicionamento, os trabalhadores precisaram recorrer à greve para tentar preservar direitos adquiridos. Nas duas estatais, as propostas apresentadas foram rejeitadas pelas categorias, que classificaram as mudanças como prejudiciais.

No caso da Caixa Econômica Federal, 59,3% dos trabalhadores rejeitaram uma proposta que aumentaria a participação dos empregados no financiamento do Saúde Caixa, segundo representantes da categoria. Nos Correios, o conflito foi reforçado pela crise financeira da empresa e por seu processo de reestruturação. A administração da estatal alega a necessidade de medidas para enfrentar dificuldades financeiras, enquanto o Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo nas operações durante a greve, justificando com a essencialidade do serviço e o período eleitoral.

Nos Correios, o Tribunal Superior do Trabalho decidiu que a greve não foi abusiva e autorizou o retorno dos funcionários, além de permitir a compensação dos dias parados e conceder reajuste de 4,09% retroativo à data-base de agosto, de acordo com a Corte. A greve destacou a importância dos planos de saúde como o principal ponto de disputa nas negociações.