Da redação
Profissionais de São Paulo recorrem a práticas manuais para reduzir o estresse causado pelo excesso de atividades digitais, conforme levantamento do ateliê-escola Mentalize, localizado na Vila Mariana. Segundo o estudo, três em cada quatro participantes relataram necessidade extrema de atividades offline para se reconectar com a própria identidade fora do trabalho.
De acordo com os dados coletados, cinco em cada oito entrevistados afirmam que o trabalho ocupa grande parte de quem são, ultrapassando os limites desejados entre vida pessoal e profissional. A busca por experiências táteis, como as oferecidas pelo ateliê-escola de joalheria autoral, torna-se uma alternativa para desacelerar e resgatar a presença física.
Segundo a psicóloga Mariane Cabral, o esgotamento está ligado ao peso identitário que a carreira exerce sobre o indivíduo. Ela afirma que ambientes manuais e artísticos funcionam como contraponto, pois “são locais onde as pessoas podem desacelerar, olhar para si e resgatar o contato com a liberdade do erro”. Mariane destaca que a prática manual reduz o hormônio do estresse, o cortisol, proporcionando impactos positivos no controle da ansiedade.
A dinâmica da Mentalize inclui mesa coletiva, promovendo integração entre os participantes. Empresas de tecnologia, como Meta Brasil, Pinterest e 99 Taxi, já realizaram sessões de descompressão no local. Segundo Isabella Cotta, cofundadora do ateliê, essa vivência favorece o lado humano, diminui diferenças hierárquicas e proporciona ambiente propício ao compartilhamento de experiências além do universo profissional.
Os dados do levantamento foram coletados de modo anônimo e agregado entre agosto e setembro no ateliê-escola Mentalize, voltado à ourivesaria artesanal e experiências de presença. O espaço oferece cursos, oficinas integrativas e dinâmicas corporativas de team building, com foco no resgate do contato manual e coletivo.



