Da redação
O Partido Liberal, que terá 28 integrantes no Senado Federal a partir de 2027, alcançou a maior bancada após campanha direcionada aos eleitores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo dirigentes da legenda. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é apontado como candidato natural à presidência da Casa.
Segundo Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, apesar da vitória eleitoral, a sigla não pretende avançar de imediato com processos de impeachment contra ministros do STF, apesar do grande número de pedidos já protocolados. Segundo declaração de Costa Neto, “não interessa a ninguém pôr fogo no país”, em entrevista à GloboNews.
Antes de qualquer deliberação sobre os processos, está prevista uma tentativa de acordo entre setores do Senado e do Supremo, opção que pode envolver soluções internas na Corte. Durante a campanha do primeiro turno, Marinho se reuniu com ministros do STF para, segundo interlocutores, comunicar que não haverá intenção de promover perseguição em eventual gestão de Flávio Bolsonaro na presidência do Senado.
O novo pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal para favorecer Jair Bolsonaro tem servido, conforme aliados, como moeda de troca nas negociações da direita com a Corte. Nos bastidores, parlamentares ironizam que o impeachment de ministro do STF dependeria de um novo prazo de 72 horas, em referência a manifestações de 2022 da base de apoio a Bolsonaro.




