Da redação
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir menções a ministros do STF em investigações relacionadas ao Banco Master. O encontro teve como objetivo definir procedimentos sobre relatórios referentes a mensagens encontradas nos aparelhos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A presença de nomes de magistrados nos registros analisados não comprova envolvimento dos citados em atividades ilegais, segundo a Polícia Federal. Fachin encaminhou ofício à corporação em 2 de outubro defendendo a apuração de eventuais irregularidades “sem qualquer exceção de fato ou pessoa”. O presidente da Corte afirmou que a preservação da credibilidade das instituições “exige que eventuais ilícitos sejam investigados com seriedade, transparência e respeito à ordem constitucional”.
Parte do material foi divulgada após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, retirar o sigilo dos documentos referentes à investigação. As mensagens atribuídas a Vorcaro citam, além de Mendonça, os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Gilmar Mendes também solicitou esclarecimentos à presidência da Corte quanto à identificação dos envolvidos.
A expectativa, conforme integrantes do Supremo, é que as informações reunidas pela Polícia Federal subsidiem as decisões que poderão ser tomadas pelo tribunal, respeitando as atribuições da corporação, do Ministério Público e do Judiciário. O caso envolve apuração sobre mensagens eletrônicas cujo teor passou a integrar inquéritos conduzidos nas esferas federal e judicial.




