Da redação
A Comissão dos Direitos Humanos da ONU no Sudão do Sul pediu aos Estados-membros e parceiros regionais e internacionais medidas para preservar a paz no país, independentemente do calendário eleitoral, diante do desmonte do acordo político de 2018 que buscava evitar nova guerra.
A presidente da Comissão, Yasmin Sooka, disse à 3ª Comissão da Assembleia Geral da ONU que eleições não podem justificar a anulação do Acordo de Paz Revitalizado de 2018. Para ela, reformas legislativas concentrariam toda a autoridade no presidente e equivaleriam a um golpe constitucional.
O presidente Salva Kiir dissolveu o governo de transição, o Parlamento Nacional e as assembleias estaduais em 22 de setembro, destituiu o vice-presidente e instalou uma administração interina subordinada à Presidência. Riek Machar está detido, e seu partido e outras legendas oposicionistas não podem concorrer.
No Alto Nilo e em Jonglei, foram registrados bombardeios aéreos e ofensivas terrestres, com milhares de combatentes sem comando unificado. O fim das hostilidades, a proteção de civis e o acesso humanitário estão entre as prioridades. A articulação da ONU, da União Africana e da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) é necessária para restaurar a governança inclusiva.



