Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Azzardo, contra casas de apostas ilegais que movimentaram mais de R$ 700 milhões no Distrito Federal e em outros cinco estados por meio de empresas de fachada.
A ação mobilizou cerca de 200 policiais e cumpriu 50 mandados de busca e apreensão, 24 deles no DF. As diligências ocorreram em Sobradinho, Planaltina e Ceilândia, além da região da Faria Lima, em São Paulo, e também em Goiânia, Curitiba, Fortaleza e Natal.
Os apostadores pagavam por Pix em sites não autorizados, e os valores eram encaminhados a empresas de fachada registradas em nome de terceiros em Sobradinho e Ceilândia. A fintech paulista A55 Sociedade de Crédito, autorizada pelo Banco Central, processou cerca de R$ 1 bilhão. A investigação mira o percurso do dinheiro, não os apostadores.
A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões em bens. Foram bloqueadas contas de 64 pessoas e 120 empresas, e 100 CNPJs foram suspensos. Também houve quebra dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 empresas, além da proibição, por 90 dias, de abertura de novas contas.
A investigação começou após alerta do Ministério da Fazenda, que identificou plataformas sem autorização federal antes da medida provisória que proibiu esse tipo de aposta. Em outubro, a Polícia Civil de São Paulo bloqueou R$ 154 milhões em um caso semelhante. Os nomes dos investigados não foram divulgados.




