Da redação
O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai afirmou neste sábado (7) que o país “sai fortalecido” da crise financeira e política provocada pelo colapso do Ueno Bank, que levou à destituição do presidente Santiago Peña na sexta-feira (6) e à posse do vice-presidente Pedro Alliana como presidente.
A crise do banco local provocou semanas de tensão e pôs à prova as instituições paraguaias. A Câmara dos Deputados acusou Peña de negligência no exercício das funções. Após analisar a acusação e ouvir a defesa, o Senado o considerou responsável pela crise e decidiu destituí-lo.
“A resposta à crise financeira e institucional demonstra a capacidade das instituições de aplicar regras, proteger o interesse público e canalizar situações críticas dentro da ordem jurídica”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.
O Banco Central do Paraguai (BCP) fechou o Ueno Bank nesta semana após problemas de solvência. Neste sábado, o presidente interino do BCP, Pedro Acosta, informou que cerca de 1,196 milhão de depositantes receberam aproximadamente 996 bilhões de guaranis (US$ 160 milhões) do Fundo de Garantia de Depósitos; 669.336 contas ainda aguardavam processamento.
Os Estados Unidos chamaram o Paraguai de parceiro estratégico e disseram esperar trabalhar com Alliana; Taiwan reafirmou compromisso com o governo. Luiz Inácio Lula da Silva cumprimentou Alliana, e o Chile desejou êxito. Alliana completará o mandato até 15 de agosto de 2028; o senador Antonio Barrios assumiu a Vice-Presidência.




