Início Política Saída do país leva STJ a ordenar prisão de Sandra Inês Rusciolelli

Saída do país leva STJ a ordenar prisão de Sandra Inês Rusciolelli

Saída do país leva STJ a ordenar prisão de Sandra Inês Rusciolelli

Da redação

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou, na última quinta-feira (5), a prisão da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, condenada a 14 anos e 20 dias, e do filho, Vasco Rusciolelli, também condenado. O pedido do Ministério Público Federal (MPF) ocorreu após a saída dela do país.

Sandra deixou o Brasil em 21 de setembro, rumo a Lisboa. Mãe e filho indicaram endereço novo em agosto, mas não foram localizados por oficial de Justiça em diligência de outubro de 2026. Og escreveu: “tal circunstância constitui forte indicativo de intenção de se furtarem à aplicação da lei penal”.

Na sessão da corte especial do STJ, na quarta-feira (4), os dois foram defendidos pelo defensor público da União José Carvalho do Nascimento. Sandra foi condenada, em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Nascimento alegou falta de acesso a parte das provas e questionou o uso de elementos das delações.

A ação penal deriva da Operação Faroeste, da Polícia Federal, que investigou um esquema de venda de decisões judiciais para viabilizar a grilagem de terras no oeste da Bahia. As apurações apontaram pagamentos de propina por empresários a magistrados, com intermediação de advogados.

Og validou, em junho de 2021, a primeira delação de uma desembargadora no país, feita por Sandra, com menções a 68 pessoas, entre elas 12 desembargadores, 12 juízes e 15 advogados. Vasco colaborou. Em novembro de 2024, Og cancelou o acordo por falta de cooperação e não pagamento das multas.