Da redação
Enquanto o Autódromo de Interlagos recebe, neste domingo (8), o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, estudantes da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, desenvolvem um carro de corrida para disputar a Fórmula SAE. O projeto é conduzido pela Poli Racing, equipe da Escola Politécnica.
Criado em 2008, o grupo reúne alunos que projetam e constroem o veículo ao longo do ano, dividindo tarefas como motor, freios, suspensão e aerodinâmica. A competição universitária ocorre em agosto e reúne equipes de diferentes universidades brasileiras.
Renan Fernandes, capitão da Poli Racing, estudante do sexto semestre de engenharia mecânica e piloto da equipe, vê a disputa como uma oportunidade de aprender. “A proposta é que a equipe gere conhecimento. Estamos todos aqui para aprender”, afirma.
Antes da competição, especialistas avaliam relatórios sobre custos e projeto, além de itens de segurança. Os carros passam por inspeções e testes estáticos e dinâmicos. Na pista, enfrentam provas de curva, aceleração e volta rápida, antes de um percurso de 22 km que avalia resistência e consumo de combustível.
A construção de cada protótipo custa cerca de R$ 400 mil, incluindo materiais, muitos importados, e despesas operacionais. O calouro Felipe Paz, projetista de direção, quer trabalhar com automobilismo. Camille Mayumi, estudante de matemática, participa para enfrentar a timidez e desenvolver habilidades de gestão de pessoas; ela sonha em ser professora.




